quarta-feira, outubro 28

Baile dos Vivos e Mortos ( 1ª parte)


Todos 31 de outubro, das fazendas mais remotas do Texas aos apartamentos de Nova York, as janelas das casas cintilam com milhares de sorrisos fantasmagóricos. É que crianças trabalham grandes abóboras, retiram suas sementes, fazem buracos no lugar dos olhos, nariz e boca, deixando-as parecidas com cabeças de sorridentes caveiras. Ao cair da noite, põem velas acesas no seu interior.
Do escuro surgem adolescentes fantasiados de monstros, e em grupos percorrem as ruas, batendo nas portas e gritando em coro:
"Trick or treat, smell my feet or give me something good to eat".

Claro que poucos se recusam a ofertar alguma coisa, que já havia sido previamente comprada para dar alegria à festa e continuidade a tradição.
No Brasil a festa virou coisa de adulto que se divertem em bailes à fantasia organizados em casa e em clubes. A decoração segue a tradição.

Velha de milhares de anos, a Halloween que chegou aqui, é uma das mais antigas festividades pagãs de que se tem notícia. Foi se transformando ao longo dos séculos, na sua fase pré-histórica, na forma de ritos da fertilidade.

Acendiam fogueiras, dançavam ao redor delas, e ofereciam sacrifícios aos deuses, pedindo proteção para o período frio e escuro que iriam atravessar.
No amanhecer, os druidas entregavam algumas brasas daquelas fogueiras para cada família. Era o "fogo novo", o germe de um novo lume que seria conservado e alimentado durante todo o outono e o inverno: símbolo da luz e da vida que tinha que ser cuidado e protegido para que resistisse até a próxima estação do calor e da fartura.

Aqui, calor e fartura não nos falta. Falta é organização e seriedade.
Em Porto Alegre tem uma ótima festa na zona sul, onde vivem alguns ingleses.
Sorte nossa, tudo é organizado.
On time and shared.


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