Já li e provavelmente você também que o declínio da civilização Maia se deve as alterações do ecossistema.
O clima não os eliminou de uma só vez, mas foi determinante no processo de declínio.
Quando os espanhóis chegaram, os Maias não eram mais uma civilização poderosa, não era sequer uma sombra do seu passado.
Lembrem-se que eles desenvolveram uma refinada astronomia, um calendário de 365 dias, um sistema matemático.
Teriam sido vítimas da destruição Do ecossistema e de um crescimento populacional acelerado.
Os espanhóis teriam sido a "gota d' água". Quem diz é o pesquisador Renato Grandelle.
Já lá perto do Pólo Norte na Groenlândia também há indícios de mau tratamento do solo e mudanças naturais do clima.
Quando lá chegaram, os vikings no primeiro ano da civilização cristã, a região era verde e fértil. Após quatro séculos, as geleiras avançaram e o mar se fechou de gelo.
O frio era demais para a agricultura, a pesca e a navegação tornaram-se impraticáveis. Tudo isso expulsou os vikings.
Outro livro, de Wolfgang Behringer destaca que a região do Sahara no século 7 AC também era agriculturável.
Existiam vegetação e umidade, favorecendo a agricultura e pecuária.
O clima foi mudando e os que viviam ali tiveram que se mudar para sobreviver.
Como curioso, fui buscar estes exemplos compreensivos e distantes entre si. Mostra um prejuízo óbvio para quem desmatou e procriou exageradamente (se a TV tivesse sido inventada antes...quem sabe?)
Mas também não se pode dizer que os efeitos se deram pela intervenção do homem, emissões de CO por automóveis, chaminés e usinas etc...só viriam muitos séculos depois.
Devemos cuidar do nosso planeta, sem dúvida. Aumentar a eficiência dos motores, incrementar a energia limpa, produzir menos lixo, mas temos que aceitar também que os motores a combustão interna, ainda terão uma vida longa pela frente.
Quem comprará um carro elétrico que custa o dobro? Com uma autonomia de 100kms e horas para recarregar como fala o Presidente da Fiat na Veja.
Troca rápida de baterias?
A idéia é ótima, mas são pesadas e diferentes. Montar uma rede para trocas levaria anos e ainda custaria uma fortuna. (Sequer conseguimos unificar os carregadores de telefone)
Portanto, vamos fazer o dever de casa e deixar de culpar o ser humano por tudo que acontece.
Alguns ciclos segundo os cientistas se alteram de 600 em 600 anos, mas o dever de casa não nos salvará das catástrofes naturais: vulcões, terremotos, maremotos etc...
segunda-feira, março 29
Aquecimento global
sexta-feira, março 26
A guerra do Rio
O petróleo ainda está escondidinho a cinco ou seis mil metros e já estamos brigando pela divisão do resultado final, que se sair, sai lá por 2020.
Nada mais latino que contar com o ovo de amanhã.
O pensamento do deputado Ibsen Pinheiro é claro. Se o petróleo é do Brasil é de todos os brasileiros, mas na minha opinião o mesmo fim deveria ter o dinheiro dos minérios.
O que me deixa encucado é que tenho uma página inteira de um jornal canadense de domingo com uma análise dizendo que o "sand oil" ( o deles vem de um lugar arenoso) a 2.300 metros não é lucrativo com os preços atuais.
A análise é ótima, mas a conta é difícil de fazer, pois não fala no tipo de petróleo. Se é leve, pesado ou médio, o que muda totalmente o custo de refino a ponto de às vezes não valer a pena. (Politicamente sempre vale à pena).
Além disto, as energias alternativas, os motores de combustão interna mais eficientes estão em franco desenvolvimento, assim como o armazenamento de energia (baterias) o que leva a crer que o ouro negro não subirá em curto prazo.
Fico em dúvida, portanto, entre o racionalismo anglo saxão e o despautério latino.
Sabemos que a Petrobrás é competente em extração, mas há sérias dúvidas quanto à sua administração. Assim, com qualquer descuido podemos ficar como no poema:
E agora, José? A festa acabou...a luz apagou... o povo sumiu... a noite esfriou... e agora, José?
Em todo caso, acho bom visitar o Rio AGORA!
quinta-feira, março 25
Chile, lo siento por vos y por nosotros

Quase nenhuma vinícola escapou impune do terremoto. Mesmo as que não foram destruídas tiveram enormes prejuízos com garrafas quebradas, barricas rachadas e problemas com a colheita que já havia se iniciado.
Lá a colheita é mais tardia e a tragédia veio em fevereiro 27. Muitos não colheram porque não tinham onde depositar a safra e quase nenhuma "bodega" escapou incólume.
A Região do Maule há uns 100 km ao sul de Santiago foi a mais prejudicada.
Até inaugurações foram canceladas. Falo da Errazúriz, novíssima e que resistiu sem problemas graves, mas ficaram sem estradas, comunicações,
aeroportos, ou seja, não havia como prosseguir.
A Wine Spectator e o Wines of Chile avaliam a perda em 200 milhões de litros de vinho, mas os consumidores do produto não precisam se preocupar. Vinho não vai faltar.
Segundo algumas estatísticas, o mundo tem estocado 2,4 safras, o que é bastante, mas para um pequeno país como o Chile 200 milhões de litros nos dá o tamanho da tragédia.
quarta-feira, março 24
Existe reciprocidade?
Quase duzentos países procuram ser gentis. Respeitam as normas e se livram de indivíduos comprometidos que precisam vigilância, ocupam espaço, ou seja, dão despesa.
Parece que somente nós invertemos a ordem.
A sábia observação dizia:
A justiça Paraguaia extraditou Fernandinho Beira Mar para o Brasil.
A justiça de Mônaco extraditou Salvatore Cacciola para cá.
A justiça da Islândia extraditou o Hosmany Ramos de volta para as nossas cadeias.
Por que Lula se recusa a extraditar o assassino Cesare Battisti para a Itália?
O autor da nota é Moyses Cheid Junior de São Paulo
jr.cheid@gmail.com
segunda-feira, março 22
A história se repete
Há uns 20 anos atrás a Ferrari não vinha numa boa fase.
Derrotas, quebras e acidentes e para aumentar a tristeza, morre o líder, Enzo Ferrari, que mesmo já aposentado, era o Capo, fundador, ex piloto, construtor e estrategista.
O campeonato prossegue.
Próxima prova após a sua morte o Grande Premio da Itália, o GP de Monza..
Tarjas negras, justas homenagens, minuto de silencio etc...
Roncam os motores e 1h e 30 minutos depois, sem muito esforço uma inesperada vitória Ferrari, mais que isto a dobradinha, primo e secondo.
Mesmo os mais sépticos olhavam para o céu a espera de um sorriso do Comendatore.
Os anos passam, a temporada de 2009 foi fraca para a escuderia do Cavalino Rampante, muito fraca.
100 pontos a menos que a Brawn no campeonato de construtores.
Apreensão nas ostes italianas para o campeonato de 2010 e tristeza para nós: morre o italiano Ferdinando Bulgarini, o Conde Bulgarini, que além de hábil na cozinha era um torcedor símbolo do cavalino.
Ligávamos para ele nos revezes, e nas vitórias, nos consolávamos com ele e uma maldade nossa, hoje reconhecida: adorávamos ligar para ele minutos antes da largada, para vê-lo nervoso, ligado na TV e gesticulando como bom italiano. Queria desligar, mas queria também nos fazer mais perguntas, até que se dava conta e vinha com: Va fa´n cullo!
2010 início da temporada, o primeiro sem sua presença.
Vitória da Ferrari, mais que vitória, primo e secondo. Não me lembro de um início de temporada tão favorável aos carros vermelhos.
Desta vez nós é que olhávamos para o céu e tínhamos vontade de dizer: Gracie Bulgarini.
Quem o conheceu tem certeza que ele e o Zio Enzo tramaram alguma.
